Sobre igrejados e desigrejados: Uma opinião franca




Por Leonardo Gonçalves




Eu acredito na igreja. Não em uma instituição com estatutos e regimentos, nem em grandes catedrais erigidas de concreto e aço, mas na assembléia de caráter universal.

Eu acredito na Comunhão dos Santos. Não naquela que só se obtém mediante a prévia aceitação no rol de associados, mas no partir do pão, na amizade e afeto de quem reflete o amor de Deus.

Eu acredito na doutrina dos apóstolos. Não nesses apóstolos fraudulentos que andam por aí decretando bênçãos, mas naqueles que foram escolhidos por Jesus para portar seu evangelho, bem como no trabalho dos missionários que levam Cristo às diferentes nações.

Eu acredito nas contribuições. Não naquelas que pesam como exigência na alma do crente, mas nas que são movidas pelo desejo voluntário de expandir o reino do Abba, fruto de um coração grato, generoso, sem jamais sentir-se coagido.

Eu acredito em unções. Não naquelas que elitizam servos, mas naquela que todos os santos possuem, que nos faz humildes e submissos a Deus, e que também reveste os crentes capacitando-os para prestar um relevante serviço no mundo.

Eu acredito em profecias. Não nas que decretam coisas absurdas com fins egoístas, mas naquelas que estão respaldadas pelo arbítrio divino e foram trazidas pelos verdadeiros profetas de Deus, algumas das quais se cumprem perfeitamente em Cristo, e outras ainda, de cunho escatológico.

Eu acredito em dom pastoral. Não naquele que é usado como álibi para servir-se de todos, mas na comissão para todos servir, honrar e conduzi-los pelo caminho, sem oprimir a quem quer que seja, e sem apoderar-se do rebanho do Senhor.

Eu acredito em igreja local. Fomos feitos para viver em comunidade, e desde os tempos remotos os cristãos tinham lugares específicos para congregar (Não necessariamente templos, mas muitas vezes, casas que abriam suas portas para receber os irmãos).

Eu acredito em disciplina eclesiástica. Não naquela que visa matar espiritualmente, mas na repreensão honesta que, embora dura ao princípio, redunda na restauração do caído.

Eu acredito em Deus. Não no Deus que é prisioneiro das idiossincrasias dos seus detentores, mas naquele que a tudo transcende, e que por isso não pode ser manipulado ou regido por paradigmas humanos, nem abre mão da sua soberania.

Enfim, eu creio no cristianismo. Não na versão catolicisada que carece de um urgente exorcismo institucional, mas naquele caminhar respaldado por Deus, priorizando o próximo, socorrendo os necessitados, orientando-se pelas Escrituras e amando a Deus mais que a si mesmo.



“Com CNPJ ou não, em denominações históricas ou em lares, precisamos nos reunir para estudar a bíblia, orar e comungar. Nenhum homem é uma ilha; o crente menos ainda”.


Extraído do blog Púlpito Cristão.
   
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