Livro - A Cabana






Depois, de algumas longas semanas (risos) terminei de ler o famoso livro “A Cabana” de William P. Young, publicado no Brasil pela Editora Sextante.

A parte de traz do livro traz as considerações do cantor Michael W. Smith: “Esta história deve ser lida como se fosse uma oração – a melhor forma de oração...”. Advirto que um cristão, que crê no Cristo crucificado, morto e ressurreto da bíblia não deve seguir os conselhos empolgados de Michael. Confesso que o livro não é esse Best-seller que estão promovendo no mundo inteiro, fique esperando mais, já que me falaram tão bem do livro, acabei ficando empolgada, mas definitivamente não é isso, confesso que parei de ler por alguns dias, fiquei cansada.

A historia é tratada como ficção, e sobre esse “selo” o escritor tem “autorização” para viajar na maionese legal. Tratando Deus sob a forma física de uma mulher negra e gorda. Entendo que ele quis desmistificar a idéia de um homem de barbas brancas, cabelo alvos, etc. Ele mesmo explica isso, porém essa liberdade que ele usa ao falar de Deus, ultrapassa os limites do respeitável e se torna abusiva.

O livro tem erros gritantes e perigosos, como a separação da trindade em três pessoas diferentes, o corpo físico de Deus e o Espírito Santo, as marcas da crucificação em Deus. Um deus que não pratica justiça, desvalorização da bíblia e da igreja como instituição, todos os sistemas (religiões) levam a Deus. Não existe mal, inferno. Deixemos isto de lado, pois já existem na blogosfera muitas críticas sobre esses temas.

Li em muitos blogs opiniões acerca do livro, vejo que a maioria das pessoas defende com unhas e dentes, por ser uma obra de FICÇÃO. Já li coisas do tipo não devemos julgar, não devemos comparar com a bíblia, o que na minha opinião é um erro. Sabemos que nossa mente não trata as informações recebidas tão separadamente assim, ah isto é ficção, ah isto é verdade. Não, não é assim, eu particularmente quando leio, entro na história, por isso choro, rio, fico ansiosa, nervosa. É necessário que o cristão tenha cuidado com tudo o lê, assiste, etc.

Mesmo depois de enfrentar a barreira do cansaço, dos erros (que mesmo sendo ficção, devemos cuidadosamente levar em conta), recomendo a leitura. Há lindas passagens, que trazem a reflexão sobre que tipo de pessoas nos tornamos, sobre os relacionamentos humanos, o livro reflete sobre o amor, o amor de Deus, pela humanidade, e procurar trazer a humanidade de volta ao amor incondicional a Deus, a dependência de Deus, isto é muito válido, é lindo. Entendo também que a forma física da trindade é uma maneira do autor chamar a atenção para a questão da aparência, do pré-conceito que temos em relação ao outro, não concordo, mas entendo intenção.

No resumo: é a história de um homem destruído em si mesmo, em suas regras, convicções, medos, planos, raiva, cheio de tristeza, empurrando a vida com a barriga, não crendo em um Deus presente, de amor e paz, um crente domingueiro, cheio de rancor de Deus, cheio de feridas. Esse homem tem um encontro com Deus, é esvaziado, é tratado, limpo, transformado, restaurado e cheio da presença e intimidade com o Pai.
Confesso que gostei muito disso e o saldo da leitura foi positiva.

Deus realmente não precisa ser reinventado, ser defendido ou explicado, para ter a intimidade que Mack encontrou indo a cabana, não precisa de muito, não precisa de uma cabana ou uma igreja (templo), tudo que é preciso é falar com Ele, com o Pai. Intimidade com Deus, se alcança conhecendo-o, conhecimento de Deus, se alcança lendo não livros de ficção, mas lendo a bíblia e com oração. Leu o livro, e quer o mesmo, ore a Deus, creia e leia a bíblia e encontrarás o Verdadeiro Deus,

Por fim, leia o livro, analise, medite e retenha o que é bom.



Cíntia M.S.

   
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